terça-feira, 25 de setembro de 2007

Meu momento




Vinte e cinco de setembro de dois mil e sete, oito horas e trinta e cinco minutos(noite), o silêncio externo permanece. Pensamentos fortes gritam em minha cabeça: quatro dias sem, se quer, pôr um cigarro nos lábios, quatro semanas sem tomar remédios, cinco dias sem nem molhar a boca com álcool... um ano exato fumando erva, treze dias sem ver gnomos e duendes, a dúvida sobre a possível falta de alguém que eu tinha certeza de que não sentiria saudade, a preocupação com o mesmo, que se encontra em depressão, deitado numa cama, sem nem falar... saudade absurda do amigo Cristian, que mora longe(não tanto), porém que não posso ver todas as manhãs, tardes e noites, posso senti-lo e ouvir sua voz, embora não seja a mesma coisa, compensa, mas não mata a saudade, eu o adoro de verdade... sinto uma vontade contínua de chorar, ódio imenso por ter inimigos nessa velha Babilônia, onde todos deveriam ser irmãos, se o sistema não os dominasse, minutos por minutos vou lutando em silêncio, tentando derrotar essa maldita burguesia... o telefone toca, mas não quero atender, quem é não me enche os olhos. Meus pensamentos berrantes permanecem, fazendo com que desça uma lágrima dos meus olhos... chorando, lembro-me logo das doenças que possuo e das que já possui. No momento, uma anemia leve me dá tonteiras. Além da anemia leve, luto para combater um tipo de depressão que tenho às vezes, que me fazem vomitar com facilidade... nove horas e sete minutos(noite), estou tomando chá verde - como de costume de todas as noites -, esperando Cristian ligar... por enquanto, encerro aqui.

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