
Me pegue pela mão, nada são os estranhos quando estamos juntos, eu sei. Somos fortes e podemos carregar o mundo nas nossas costas, com mãos grudadas. Subir montanhas, chegar ao céu. eu tentava voar, tentava tanto, e caía. Levantava e tantava até meu nariz sangrar. Sem suas asas sou pequena, não tenho as próprias. Já estou neste degrau da escada para o céu. Nos meus sonhos enxergo o que me assombra e você está sempre com uma espada para me salvar. Minha coroa em cima da cabeceira continua intacta mesmo quando invisível para olhos alheios, mesmo que acorrentada nas minhas dúvidas, mesmo quando há pedras na nossa estrada. Meu conto de fadas, e eu vejo claro nesse quarto embaçado. Saltitando pela minha mente o tempo inteiro, não há movimentos para placas no caminho. Pra frente e pra trás tudo vale a pena de agüentar. Não vamos rasgar as evidências de que nosso aperto de mão saiu do controle. Ninguém se sente como eu, me instiga como droga, Napoleão Bonaparte incarna em mim quando estou nos seus braços. Nada apaga nossas cores, nosso brilho, nossa essência. Salvem os outros, empurrem as caveiras no caminho e encontrará a resposta. Se está certo ou errado nada vai me provar. A noite inteira eu sinto, mesmo quando não encontro nada além de pesadelos. Tem um efeito macabro no meu coração, quero berrar. Eu vou te impressionar. O resto do mundo é só um teste. Ninguém pode controlar nosso tempo, ninguém se sente como eu, não há mais distrações e desculpas. Agora é só eu e você, não há mais volta.