sábado, 29 de setembro de 2007

Anarquia



viver ou morrer, faça sua escolha. sacrificar a tortura por um final feliz ou aceitar o destino de braços cruzados e se tornar um soldado moribundo da humanidade? uniformes conformistas não constoem um exercíto e cada um precisa de um exercíto de si mesmo. pensamentos patriotas, armas protetoras da própria identidade, espelhos da própria inteligência, da própria potência. força acumulada cria potência e força verdadeira só se adquire depois de muitos tiros enfraquecedores no peito. a dor é necessária e poucos sabem que pode até ser amiga, aliada. à cada lágrima despejada existe uma lição e à cada lição aprendida nos tornamos mais sábios. sabedoria é o caminho para a felicidade, mesmo que essa felicidade de início venha disfarçada e à longo prazo. questione o mundo em volta de você, a vida nos manda perguntar porquê, mesmo que ele não exista. exercite sua cabeça, analise o universo que te rodeia e descubra quem você é, quem você quer ser. sei que não é fácil, na verdade pode ser uma eterna procura, mas aos poucos sua identidade vai ficar clara. não deixe que os outros te definam, que seja abusado e muito menos que se torne o espelho de como o abusador te vê. todos nós temos o poder de ser quem queremos ser, todos nós temos o poder de pegar os cortes e transformá-los em tatuagens professoras. existir é fácil, todos nós existimos, mas a dávida extrema é saber viver, e pouquíssimos sabem. seja quem você é sempre, pois não há nada mais belo do que uma pessoa completamente confortável dentro de sua própria pele.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Meu momento




Vinte e cinco de setembro de dois mil e sete, oito horas e trinta e cinco minutos(noite), o silêncio externo permanece. Pensamentos fortes gritam em minha cabeça: quatro dias sem, se quer, pôr um cigarro nos lábios, quatro semanas sem tomar remédios, cinco dias sem nem molhar a boca com álcool... um ano exato fumando erva, treze dias sem ver gnomos e duendes, a dúvida sobre a possível falta de alguém que eu tinha certeza de que não sentiria saudade, a preocupação com o mesmo, que se encontra em depressão, deitado numa cama, sem nem falar... saudade absurda do amigo Cristian, que mora longe(não tanto), porém que não posso ver todas as manhãs, tardes e noites, posso senti-lo e ouvir sua voz, embora não seja a mesma coisa, compensa, mas não mata a saudade, eu o adoro de verdade... sinto uma vontade contínua de chorar, ódio imenso por ter inimigos nessa velha Babilônia, onde todos deveriam ser irmãos, se o sistema não os dominasse, minutos por minutos vou lutando em silêncio, tentando derrotar essa maldita burguesia... o telefone toca, mas não quero atender, quem é não me enche os olhos. Meus pensamentos berrantes permanecem, fazendo com que desça uma lágrima dos meus olhos... chorando, lembro-me logo das doenças que possuo e das que já possui. No momento, uma anemia leve me dá tonteiras. Além da anemia leve, luto para combater um tipo de depressão que tenho às vezes, que me fazem vomitar com facilidade... nove horas e sete minutos(noite), estou tomando chá verde - como de costume de todas as noites -, esperando Cristian ligar... por enquanto, encerro aqui.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Meu eu.




✖ Eu gosto mesmo é de liberdade. Quando há liberdade, combina comigo e me deixa sorrir muito mais. Liberdade significa se drogar pra você? É eu quase quis dizer isso. Mas funciona quase assim. Uso umas drogas pra me deixar mais de bem com a vida. É, eu sei que não pode funcionar assim, mas estou aprendendo a viver "sozinha", sem essas coisas alucinógenas, que me matam aos poucos sem que eu perceba. Liberdade pra mim é pode viver sem ajudas que podem prejudicar tanto meu físico quanto meu viver. Viver ou não viver? Viver é o desafio que ganhamos quando chegamos até esse mundo. Enquanto vivemos em um ventre, viver não é tão necessário, já que não ganhamos amor suficiente pra deixar alguém inconsolável quando morrermos. Se morrermos ainda no ventre, a dona do ventre fica inconsolável por dias e dias, depois ela faz outro você, ou não. Isso não funciona em todos os casos, óbvio. A morte física do ser não tem consolo, não há lados pra se conformar. Pra sempre você vai se perguntar: Por que, senhor? Por que ele não pode estar aqui comigo? Por que você o arrumou em outro abrigo? Por que fez isso comigo? ... (autoria própria, pesadelo real - cindy oliveira - 25/05/2007)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Eu sou...

aceite-me como eu sou. não venho com garantia... nem tenho a pretensão, de ser alguém perfeito. toda a perfeição não posso ter. eu sou como você: sou da espécie humana, sou capaz de errar. o erro não é falha de caráter e errar faz parte da natureza humana.

eu vivo.
eu sorrio.
eu também aprendo!
meu conhecimento é incompleto.
estou na busca o tempo todo,
nas horas acordadas e nas horas de sono.
eu tenho um longo caminho a ser percorrido,
assim como você também tem.
aprendemos nossas lições pelo caminho.
atingiremos a sabedoria.

assim, por favor,
aceite-me como sou!
porque eu sou só eu.
apenas eu.

não há ninguém igualzinho a mim no mundo.
esta é a única garantia que dou.
é assim que eu me sinto.
eu tenho um coração.
abra-me e veja-o!
por favor , cuide bem dele.
ele é tudo que eu sou.
apenas eu.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Diabo ou Deus?
























ei, quem é você? você é diabo ou deus? você é bem ou mal? mocinho ou vilão? você tem que escolher, mas está cercado, sendo observado, e não pode ser diabo, mas você quer ser do mal ou alguém te quis assim. me diz o que é bom e o que é mau pra mim, porque agora eu vou ser deus, sorrindo pra você. mas depois vou ser diabo com prazer em te fuder! às vezes o diabo é mais gente boa que deus. seja amigo do diabo, mantenha o xaveco com deus. deus pode ser diabo, disfarçado de deus, cercado de demônios e anjinhos ateus, debaixo da minha cama. rogai por minha alma, atenta minha vida, me faz perder a calma. o diabo companheiro, traçando meu caminho. deus me deixa cego e me manda ir sozinho. no meio eu te encontro. você é diabo ou deus? não vejo diferenças. você é como eu.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

A ponto final do inimigo

meu reflexo mostra minha segunda face: a face boa e a face má. má? não, não. eu sou boa, boa até o ponto certo. você tem uma linha à sua frente. essa linha representa a separação de nossos elos. não ultrapasse, ao mesmo que eu peça. você tem o seu lado e eu tenho o meu. se ultrapassar, se tornará carne podre. não vire inimigo. sou uma agulha, mas posso me tornar uma lâmina. corto a cabeça na navalha e bebo o sangue do inimigo, finjo não ser quem sou só para tentar conseguir todas as informações precisas. informações conseguidas: hora do fim da tua vida. bye. lamento te trazer aqui apenas para morrer. você provocou, achando que sou uma formiga na qual pode pisar a qualquer momento. é, você se deu muito mal, garota. sua vida não passa lisa daqui hoje. ao passar por aquela porta, não será mais carne, não será mais matéria, será apenas sua alma, procurando um rumo no qual não sabe se é claro ou escuro!


Reflexão confusa de uma mente em confronto com a fumaça de um baseado...